BLONDE D'AQUITAINE
Origem
A raça Blonde se formou no sudoeste da França na década de 60. As raças Querey, Garones e Blonde dos Pirineus, da região de Aquitaine, fizeram parte de sua formação. No Brasil, está presente desde 1972. É originária dos montes Pirineus, em terrenos pedregosos e de pastagens muito pobres. Isso lhe confere boa rusticidade. Suporta tanto frio quanto o calor intenso, o que é comum naquela região.
Características
Originariamente a raça Blonde D'Aquitaine é considerada de aptidão mista, trabalho e corte. Atualmente, o sistema de manejo busca a especialização para o corte que predominou em virtude das crescentes exportações e da implantação de rebanhos Blonde D'Aquitaine nas regiões do centro e do oeste da França. O Blonde foi introduzido no Brasil em 1972 na exposição de Esteio-RS, anos mais tarde foram feitas as primeiras importações de animais puros o que permitiu a formação do atual rebanho puro existente no país.
Sua pelagem é semelhante a cor de trigo, variando do claro ao mais escuro com auréolas mais claras ao redor dos olhos e do dorso, na parte interna dos músculos, no ventre e nas canelas. A presença de manchas brancas é permitida somente até a região do umbigo e não são aceitas manchas pretas em qualquer região. Dotado de pêlo fino e curto, um pouco encaracolado na região anterior.
Principais características: rusticidade - fácil adaptação ao clima tropical; facilidade no parto; bom desenvolvimento corporal e alta capacidade de conversão alimentar. A boa musculosidade, pouca gordura e ótima carcaça - outras características presentes na Raça - são origem do trabalho de tração feito pelas raças que a formaram.
Associação Brasileira de Criadores de Blonde D'Aquitaine
Av. 15 de Novembro, 279 Curitiba PR - CEP 80020-921
Fone/fax: (041) 2251697 / (041) 263 - 4035 / (017) 631 - 3277
Outras informações:
Associação Brasileira dos Criadores de Blonde D´Aquitaine
R Tabapuã, 479 Cj 102 - CEP 04533-011 - São Paulo/SP
Tel/fax: (11) 3842-4992 / 9188-7060
E-mail: blondebr@zaz.com.br
Enciclopedia
Origem:
Foi formada na região dos montes Pirineus, em terrenos pedregosos e de pastagens muito pobres, o que lhe confere bons cascos e boa rusticidade, suportando tanto frio quanto o calor intenso, o que é bem comum naquela região
Manejo:
Originariamente a raça Blonde D’Aquitaine estava quase exclusivamente localizada em uma região de dedicação mista, poli-cultura/pecuária onde as pequenas propriedades, dominante na região, encontravam na pecuária de animais de boa conformação, um complemento de suas rendas. Atualmente, o sistema de manejo modificou em virtude da especialização das exportações e da implantação de rebanhos Blonde D’Aquitaine nas regiões herbáceas do centro e do oeste da França. Os rebanhos estão cada vez mais orientados para produção de novilhos.
Rusticidade:
Condições climáticas variadas, moldaram uma raça rústica que os criadores souberam aprimorar para convertê-la na atualidade numa raça de corte produtiva e sem problemas de manejo.
Resistência Térmica:
O Blonde D’Aquitaine, entre as raças rústicas, é o de maior resistência às temperaturas extremas.
Comportamento Alimentar:
Estes animais são bons transformadores de forragens. Revalorizam inclusive alimentos brutos como ervas secas no verão e palha no inverno.
BLONDE no Brasil:
O Blonde foi introduzido no Brasil em 1972 na exposição de Esteio, anos mais tarde foram feitas as primeiras importações de animais puros o que permitiu a formação do atual rebanho puro existente no país.
A necessidade de diminuir a idade de abate e aumentar o ganho de peso dos animais está levando os criadores brasileiros a imprimirem, na raça zebuína, características do moderno gado de corte europeu.
Existem rebanhos de animais puros no estados de Rondônia, Alagoas, Goiás, Distrito Federal, Tocantins, Pará e Bahia. Vários empreendimentos utilizam o Blonde em cruzamento industrial com excelentes resultados, principalmente usando aliados à raça nelore, em sua maioria no Brasil Central.
Veja a opinião de um criador...
Um fazendeiro tomou conhecimento da raça Blonde D’Aquitaine através de revistas específicas e posteriormente visitou a França para ver in loco a capacidade da raça como melhoradora do nelore no cruzamento industrial.
Ele chegou a conclusão de que a raça atenderia perfeitamente suas perspectivas e trouxe consigo seis fêmeas e dois touros, que estão na fazenda se multiplicando pelo processo de transferência de embrião.